Guia para pacientes · Diabetes

O diabetes tipo 1 acontece quando há destruição das células que produzem insulina, geralmente por um processo autoimune.
Pode aparecer em qualquer idade
Sede intensa, aumento da urina e perda de peso são sinais possíveis. Embora seja comum o diagnóstico na infância, adultos também podem desenvolver a doença.
O cuidado no dia a dia
A insulina é essencial. Monitorização da glicose e educação em diabetes ajudam a integrar tratamento, alimentação e atividade física.
Quando procurar atendimento?
Vômitos, dor abdominal ou respiração diferente junto de glicose alta exigem avaliação urgente. Não suspenda a insulina por conta própria.
DM1 antes dos sintomas: quem deve fazer rastreamento?
Os autoanticorpos são sinais de que o sistema de defesa reconhece células do pâncreas. Eles podem aparecer antes da elevação da glicose.
Quem deve conversar sobre o exame?
A SBD recomenda oferecer o rastreamento a parentes de primeiro grau de pessoas com DM1: pais, irmãos e filhos, quando há condições para testar e acompanhar os resultados. A ADA também inclui pessoas com risco genético elevado já conhecido.
Quais exames são utilizados?
- Anti-GAD (GAD65).
- Anti-IA-2.
- Anti-insulina (IAA).
- Anti-ZnT8.
São exames de sangue, solicitados e interpretados pela equipe. Glicemia e hemoglobina glicada, isoladamente, não detectam essa autoimunidade.
E se algum autoanticorpo for positivo?
- Confirmar: repetir em nova amostra, idealmente em até três meses, pois a positividade pode ser transitória.
- Avaliar a glicose sem adiar: verificar se já existe diabetes manifesto. Não se deve esperar a confirmação dos anticorpos para investigar sintomas ou hiperglicemia.
- Definir o acompanhamento: múltiplos autoanticorpos confirmados exigem estadiamento metabólico e encaminhamento especializado. Um único anti-IA-2 confirmado também exige vigilância mais próxima, segundo a ADA 2026.
Autoanticorpo positivo não significa começar insulina
Dois ou mais autoanticorpos com glicose normal caracterizam o estágio 1. Quando há alteração da glicose ainda abaixo dos critérios de diabetes, pode ser estágio 2. O estágio 3 já preenche critérios de diabetes. O especialista define monitoramento e eventual elegibilidade para intervenções.
O rastreamento deve vir acompanhado de orientação e acesso ao seguimento. Um resultado negativo não elimina a possibilidade de DM1 no futuro. Havendo sede intensa, muita urina, emagrecimento ou vômitos, procure avaliação, independentemente do resultado anterior.
